Apelo ao ICNF a que tome ação imediata

ICNF PERMANECE CÚMPLICE DA MORTE RECORRENTE DE AVES EM REDES ILEGAIS

A MilVoz tem vindo a acompanhar e a expor a morte recorrente de aves nas redes aéreas de nylon transparente utilizadas nas aquaculturas do estuário do Mondego. A mortalidade é imensa e afecta um enorme leque de aves com os mais diversos estatutos de conservação, desde a mais pequena ave limícola às grandes aves de rapina. (Poderá aceder a galeria de imagens aqui: https://shorturl.at/fkGI2).

Perante as múltiplas denúncias, foi criado um grupo de trabalho em Fevereiro de 2019, onde se inclui a MilVoz, SPEA, representantes dos aquacultores, e as entidades licenciadoras/fiscalizadoras ICNF e DGRM, com vista à resolução desta problemática, para a qual são conhecidas soluções de fácil aplicação, tais como artefactos sinalizadores e redes com coloração.

Mais de um ano após a criação do referido grupo de trabalho, não só a situação no terreno se mantém inalterada, como ICNF e DGRM mantêm a mesma postura inconsequente, inerte e condescendente para com esta problemática, não respondendo a contactos e propostas do referido grupo de trabalho, e não agindo no sentido de facultar aos aquacultores aquela que foi considerada a medida primordial a adoptar como primeiro passo na resolução deste problema: um simples documento com as recomendações de acção perante uma ave encontrada acidentada nas referidas redes de nylon.

Mais ainda, confrontadas as ONGs com a ilegalidade das ditas redes e a inacção do ICNF perante um problema que se perpetua e vitima centenas de aves nos nossos estuários, bem como após todas as tentativas construtivas de resolução desta problemática junto do ICNF e DGRM, a MilVoz não encontra outra alternativa que não a denúncia maciça, para a qual conta com a comunidade civil. Apelamos assim a que se junte a nós na exigência por uma resolução imediata para este ecocídio.

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